Preparação para o Oscar #1: Os filmes com mais indicações

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Estamos na semana do Oscar e, como boa amante de premiações (e de tretas) que sou, já estou louca na maratona. Por isso, resolvi fazer um conteúdo especial para o blog nessa semana, com críticas do máximo de filmes que eu conseguir assistir. Não serão os textões de sempre, mas quero tentar cobrir pelo menos as categorias principais, agrupando algumas mini críticas num post só.

Os filmes de hoje são os que, com exceção de La La Land (que já tem crítica lá no canal), têm mais indicações na premiação: Moonlight e A Chegada têm oito indicações, enquanto Lion, Manchester à Beira-Mar e Até o Último homem têm seis.

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2 anos, 2 semanas e 2 dias do blog

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 Há exatos dois anos, duas semanas e dois dias eu estava sentada em frente ao computador, pouco depois da virada do ano, começando o que seria o primeiro post desse bloguinho. Até hoje eu tenho um carinho muito grande por aquele texto porque é o tipo de conselho que eu gostaria de aplicar mais à minha própria vida: é preciso aprender a lidar com as falhas e saber que elas muitas vezes acabam nos levando a lugares maravilhosos. De lá pra cá, um monte de coisa mudou. Eu mudei de casa, de cabelo e até ousaria ser dramática a ponto de dizer que praticamente mudei de vida.

 Mudei a forma que eu vejo o mundo, a forma que eu me vejo, a forma que eu projeto meus sonhos. Mudei tanta coisa que nem dá pra enumerar. E nem foi um período tão grande, se você parar para pensar. Mas o blog surgiu justamente quando eu estava prestes a mudar a minha vida todinha: entrar na faculdade, ir para outra cidade e dar os primeiros passos da vida adulta. Dá até pra ser metalinguística e falar que a existência do Desfabuloso Destino foi responsável por algumas dessas mudanças.

 Pra começar, foi a primeira vez em que eu tive coragem de mostrar ao mundo as coisas que eu escrevo. Foi o pontapé para ser um pouquinho mais honesta comigo e com o que eu penso. Eu até hoje me encolho e morro de vergonha quando alguém fala que leu um post ou viu um vídeo meu, é verdade, mas o simples fato de que essas coisas estão aí, na internet, faz com que eu sinta orgulho.

 Eu não sou a blogueira exemplar. Não ando com cartãozinho na mochila e nem sei chegar comentando com todo mundo que tenho blog. Eu até passo uns bons meses sem atualizar nada. Não é meu emprego e o máximo que eu ganhei foram uns centavos de dólar no Youtube. Aliás, a maior parte do meu público inclui minha família, meus amigos e o meu namorado. Mas, mesmo assim, a existência desse espaço representa um negócio incrível pra mim. Mais do que eu sou capaz de demonstrar, inclusive.

 Por causa do blog, eu aprimorei a minha escrita, conheci mais sobre cinema e pude receber o apoio de um monte de gente de uma forma que eu jamais esperaria. Em que mundo eu, que tive quinhentos blogs secretos, esperaria que alguém me contasse que chorou com um texto que eu escrevi ou que morreu de rir com um vídeo meu? É incrível e maravilhoso e uma experiência absurdamente mágica.

 Então, obrigada. A quem já leu qualquer coisa daqui, a quem já comentou comigo, a quem nunca me falou nada. A quem serviu indireta ou diretamente de inspiração pra qualquer coisa que já foi escrita. A quem já brigou comigo porque eu passo uma eternidade para fazer um post novo e a quem acabou de chegar aqui. Obrigada. Um montão de amor pra vida de vocês.

Aqueles 3%

[A piada é manjada mas é de coração]

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 Desde que eu soube que a Netflix ia lançar uma série inteiramente brasileira, fiquei morrendo de curiosidade. Assisti um pouquinho pelo YouTube e fiquei na expectativa, louca pra ter mais conteúdo brasileiro no catálogo do serviço de streaming mais amado do universo. E aí que, finalmente, o lançamento chegou.

 Pensei que eu nem ia maratonar, mas acabou que cada episódio era tão instigante que foi impossível parar antes de assistir tudo. O fervor foi tanto que eu já passei uns bons quarenta minutos vendo entrevistas com o elenco, de tão encantada que fiquei. Por isso, nada mais justo do que fazer uma resenha pra compartilhar esse amor.

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Bem vindos ao NaNoWrimo!

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 Hoje começa o NaNoWriMo (National Novel Writing Month), um projeto maravilhoso que acontece no mundo todo para que aspirantes a escritores cumpram a meta de escrever 50 mil palavras durante o mês de Novembro. No site oficial da iniciativa dá pra se inscrever e até criar um grupo com quem está escrevendo algo do mesmo gênero que você. O objetivo é que esse mês de escrita intensa e em comunidade sirva de incentivo para quem tem uma ideia na gaveta.

 Esse é exatamente o meu caso. Vou participar pela quarta vez (sem nenhuma vitória, até o momento) e tentar a mesma história que pensei em escrever nas duas últimas edições. Eu até tinha planos de começar com tudo mais planejadinho, organizado, revisando o que fiz anteriormente, mas só me toquei que era Novembro ontem, então não foi dessa vez. Já tenho 11.178 palavras, o que faz com que meu objetivo seja chegar a 61.178 e conseguir me organizar no meio do caminho.

 Então é isso. Esse é um post feito de última hora e já são mais de 170 palavras que poderiam estar no meu futuro livro e não estão.

 Se você for participar, não esquece de entrar no grupo oficial do Nano Brasil e de ver as dicas maravilhosas do metaWrimo. Ótimas 50 mil palavras pra vocês e boa sorte! ❤

Nada

 A síndica do meu prédio faleceu ontem. Eu nunca vivenciei a morte de alguém que fizesse parte da minha rotina, então acho que essa proximidade – não necessariamente afetiva, mas de envolvimento na vida mesmo – me fez pensar em um bilhão de coisas. É absurdo que você esteja lá, vivendo, fazendo as coisas, tendo uma rotina e, simplesmente, pare de existir. Parece uma forma dramática de colocar isso, mas tudo realmente acaba. Tudo para.

 Você não tem mais sonhos, metas, desejos, nada. Nem defeitos, nem qualidades. Você sequer respira. Essa é a premissa básica, não é? Para ser alguém, você precisa respirar. A partir dali, as pessoas começam a falar de você no passado. Foi uma boa pessoa, foi desse jeito, foi daquele outro. Foi. Você não é. Não vai. A sua existência e a sua participação na vida alheia simplesmente se dissipam.

 A menos que você tenha feito algo realmente significativo para a ciência e para a história, depois de um tempo, as pessoas sequer lembrarão seu nome. Você literalmente vai perder todo o espaço que teve no mundo, como se, realmente, jamais tivesse existido. Por um tempo, você tem a chance de ser parte da árvore genealógica de alguém, nem que seja para ilustrar um trabalho de escola de um tataraneto que sequer sabia quem você era até então. Mas, em algum momento, acaba. Definitivamente.

 Em algum momento, nem seus restos mortais estarão ali. Não vai sobrar mais nada. Nem na mente alheia, nem em lugar nenhum. Nada. Você vira o próprio nada. Tudo que você é resumido em nada.

 Você não sente nada.

 Você não é nada.

 Não sobra nada.

Atualização mensal: Os filmes de Agosto e Setembro

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 Hello. Felizmente, quem é vivo sempre aparece. Depois de um mês conturbado em que eu 1. fiz a viagem da minha vida; 2. fiz um curta; 3. completei 19 anos; 4. quase enlouqueci, estou de volta para amar vocês. Eu sei que estou acostumada a negligenciar esse bloguinho, mas dessa vez realmente doeu no meu coração porque eu estava ansiosíssima para fazer várias coisas. Felizmente, Setembro acabou e Outubro está aí para nos amarmos bastante.

 Como eu praticamente não respirei em Setembro, fiquei devendo falar sobre os filmes do mês anterior. Aí, para não deixar passar, resolvi juntar os dois meses (segredona verdade, todos esses filmes foram vistos em Agosto) e fazer um post para todos os filmes e um vídeo para todos os livros. O vídeo sai só amanhã, mas, enquanto isso, vem ver um pouquinho sobre o que eu andei assistindo.

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O amor da minha vida era só um cara

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“Como é que eu vou encontrar outro você?” spoiler: não é tão difícil assim.

 Durante a minha adolescência, eu só me apaixonei uma vez. Essa paixão durou uns bons e longos anos, mas nunca deu em nada de verdade. Eu até conversava com ele de vez em quando no MSN, até trocava umas palavrinhas de nada no corredor do colégio, mas era só isso. Mesmo assim, eu era incapaz de citar qualquer ser humano mais merecedor do meu amor verdadeiro e eterno do que aquele garoto. Ele era tão bonito, tão inteligente, tão engraçado, tão, tão, tão.

 Como o planeta Terra, por mais que finja que não, é muito pequeno, a gente hoje estuda na mesma faculdade e volta e meia se esbarra. E só agora, longe de toda a loucura que os nossos hormônios adolescentes causam, eu posso perceber que ele é só um cara. A gente nunca teve nada em comum. Ele nunca foi tão gentil. Nem tão inteligente. Nem bom de conversa. Nem nada. Ele era um cara, assim como qualquer cara.

 Não quero ser injusta e fingir que nunca senti nada por ele. Não é isso. Por mais que, pra mim, ele, agora, seja só um cara, pra alguém ele vai realmente ser da forma que eu via quando tinha 14 anos. Pra alguém, ele vai ser tão divertido, tão maravilhoso e tão encantador quando já foi aos meus olhos.

  Mas, na real, ele sempre foi um cara. E essa foi uma revelação chocante. Tanto tempo que eu dediquei para escrever longos textos de amor pra ele no Tumblr e ele era só um cara. Não era o amor da minha vida, nunca vai ter três filhos comigo e jamais passará férias nas Bahamas ao meu lado. É absurdo e incrível, ao mesmo tempo, notar como a nossa mente é manipulada pelo que a gente quer sentir.

 No alto da minha experiência amorosa adolescente, aquilo era a forma mais pura de amor. Aquilo ali era o ápice, até onde vai o amor humano. E, no fim das contas, nem era. Não era nada mais que uma paixãozinha que eu dramatizei, como a gente sempre faz com toda e qualquer experiência que acontece durante a adolescência.

 Então, isso é um tributo a todos os amores das nossas vidas que acabaram se transformando em apenas caras. Em caras que hoje a gente nem vai necessariamente cumprimentar, se acabar encontrando na rua. Não por mágoa ou por qualquer tipo de ressentimento, só porque a vida tem dessas. Em caras que, mesmo não sendo nossos amores de verdades, nos ensinaram mesmo que um pouquinho sobre esse sentimento. Nos ensinaram que nada é tão preto no branco quanto parece, por exemplo. Que um dia a pessoa que você tanto idealiza se mostra só isso mesmo: um alvo para as suas idealizações.

 É possível que você tenha um cara assim na sua vida. É possível que você seja um cara assim na vida de alguém. E não há nada errado em ser só um cara. É só uma coisa que você é, uma revelação que é feita de repente. A beleza disso é que todo cara é só um cara até que alguém o vê como mais que isso. Não porque queria sentir, nem porque imaginou um sentimento, mas porque é de verdade.

 Felizmente, o amor da sua vida é só um cara para a vida de alguém. E isso só prova quão maravilhoso o universo é. A gente tem esse poder mágico de transformar caras em amores e amores em caras e nada é tão simples quanto parece. E ainda bem, porque essa pluralidade é a coisa mais linda que poderia existir.