O dia em que eu fui um pouquinho mais jornalista

 Tem certas coisas sobre as quais ou a gente escreve (leia-se: liberar de uma forma artística) ou a gente explode. E como explodir em milhões de pedacinhos não soa como a melhor das ideias, opto por falar delas. Essa semana uma das coisas mais incríveis do universo aconteceu: um artigo que escrevi foi publicado num jornal.
 Até agora me debato um pouco com a palava artigo porque ela soa absurdamente boçal. Provavelmente porque sou virginiana e não sei lidar com nada que soa como um elogio, então prefiro fugir dessas palavras. Mas, é isso aí. Um artigo, com direito a chamada na capa, uma foto minha e o meu nome (escrito errado porque a vida tem dessas) antecedido da palavra jornalista.
 Achei que a ocasião merecia um texto explicadinho contando como tudo aconteceu pra as futuras gerações e, especialmente, para uma futura eu que provavelmente vai achar minha animação a coisa mais engraçada do mundo. Ao mesmo tempo que espero que ela diga “miga, menos, né?”, desejo que ela lembre de quão massa foi isso e que continue sentindo um friozinho na barriga pensando em quantas pessoas as palavras dela podem atingir.
 Meu professor de Papel do Comunicador Social deu o pontapé inicial em tudo isso, então fica aqui meu agradecimento pra ele também. Depois de introduzir a matéria e de nos explicar o que é notícia, ele passou um trabalho sensacional: escrever uma matéria sobre algo positivo que acontece onde moramos. Inicialmente fiquei meio louca da vida, pensando em várias pessoas sensacionais e inspiradoras de quem eu adoraria falar, mas, quando meus pais sugeriram o projeto de acessibilidade de Arcoverde, quase pude ouvir o PLIM! ecoando na minha cabeça.
 Conversei primeiro com Fabiano (obrigada!!!), que além de ser super amigo dos meus pais faz parte do grupo do Lions, responsável por toda a ideia. Ele sugeriu que eu fosse falar com Marcelino, que encabeçava a iniciativa e de quem eu já tinha assistido uma palestra. E aí, foi a vez de recorrer a mais uma pessoa: Clara, que é filha de Marcelino e que me aturou mandando mensagem pra ela tentando marcar uma entrevista (um bilhão de obrigadas!!!).
 Fui dormir nervosa no dia anterior, acordei mais nervosa ainda, quase passei mal e cheguei na casa deles tremendo. Fiquei tão agoniada que comecei a ler livros sobre entrevistas só pra garantir que eu não pareceria tão idiota quanto eu sentia que ia parecer. Felizmente, toda a preocupação foi embora quando notei que Marcelino é o melhor primeiro entrevistado que alguém pode ter. Além de ter sido super atencioso e simpático, ele ainda disponibilizou uns materiais incríveis sobre o tema para que eu pudesse completar a matéria (um quadrilhão de obrigadas!!!).
 Como não poderia deixar de ser, deixei pra escrever meio em cima da hora de entregar porque sou péssima de planejamento e acabo sempre fazendo tudo nos 45 minutos do segundo tempo. E o universo também não evita jogar na cara que é sempre melhor se organizar com antecedência. A internet caiu, meu pen drive com tudo que Marcelino tinha me passado foi sugado por um buraco negro, tive que ir e voltar de casa para a biblioteca quatro vezes, tendo certeza de que o porteiro tava me achando meio maluca. Mas, no fim das contas, a paz reina entre todos. Terminei a tempo, imprimi em folha bonitinha na xerox da faculdade e entreguei.
 Um tempinho depois, minha mãe (maravilhosíssima como só ela <3) falou com minha avó (outra rainha do universo <3) sobre o que eu tinha escrito e aí que, numa tarde aleatória que não tinha nada de memorável até então, fico sabendo que devo mandar por e-mail o texto. Reli umas quarenta mil vezes até ter coragem de apertar o botão de enviar e comentei com pouquíssimas pessoas porque tava com medo de ficar esperançosa e não dar em nada. Mas, deu. Quase um mês se passou até que eu recebesse o e-mail de resposta e quando ele chegou talvez eu tenha deixado meu ascendente em câncer falar mais alto e chorado bastante. Talvez.
 E bam!! Agora está aí pra quem quiser ler. Além de ter esse ~artigo~ publicado, fiz parte do Raio-x, uma coluna com várias perguntas que foram dificílimas de responder. Agradecer à minha família, aos meus professores, aos meus amigos e ao meu gato vai fazer isso ficar muito parecido com um discurso de quem foi premiado no Oscar? Provavelmente, mas tudo bem porque ganhar um Oscar é muito dez, então um super hiper mega blaster obrigada pra todo mundo. E desculpa decepcionar, internet, mas hoje é um belíssimo dia para se estar viva.
P.S.: Caso você não tenha visto, aqui está uma bela foto da capa do jornal.
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