As novas Meninas Super Poderosas

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 Desconheço um fã de animações do Cartoon Network que não deu pulinhos de alegria quando soube que as Meninas Super Poderosas estariam de volta. Não naquela versão esquisita da Geração Z, que, sinceramente, fracassou totalmente, mas em moldes bem parecidos com aquela versão que assistíamos na infância.

 Agora, no entanto, as heroínas de Townsville estão mais moderninhas e com uma ideologia que super combina com o momento pelo qual estamos passando: empoderamento feminino e muito feminismo.

 Estamos em uma fase em que as mulheres estão se unindo e se articulando cada vez mais na busca por igualdade entre gêneros e nada mais justo que comecemos a ensinar isso para as crianças, né? Quanto mais cedo a futura geração de meninas for empoderada, mais força teremos para garantir os direitos que nos faltam.

 Queria ser madura o suficiente pra dizer que essa foi a única razão pela qual eu assisti a todos os episódios já lançados, mas a verdade mesmo é que eu estava louca de curiosidade. E não foi a toa: me apaixonei de novo por essas meninas incríveis que sempre salvam o dia.

MUDANÇAS

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 A primeira mudança que estranhei um pouco foi a abertura. Ela tá toda colorida e com uma musiquinha que tem letra. É meio esquisito porque invés do velho “açúcar, tempero e tudo que há de bom”, agora existe um “açúcar, tempero e tudo de maneiro”. A gente sabe que é pra rimar e tudo mais, mas é difícil se acostumar porque virou um símbolo.*

 Além disso, o traço está diferente. As linhas estão mais finas – o que deu uma suavidade incrível e deixou tudo mais bonito – e as meninas têm as expressões representadas  em uma forma que remete ao estilo usado por animes. As reações faciais acontecem de forma exagerada, mas, na minha opinião, isso funcionou super bem.

 O cenário em si também está super modernizado. O telefone com nariz vermelho foi substituído por um celular, o quarto delas está cheio de tecnologias e a cidade também está mais atualizada, mas nada que nos impeça de reconhecer a Townsville das nossas memórias.

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Achei a casa nova muito fofa! ❤

 Uma das reclamações que vi por aí foi em relação a dublagem e acho importante falar sobre isso pra deixar claro que era praticamente impossível que eles conseguissem todos os mesmos dubladores para fazer a nova versão do desenho. Além do fato de que eles já devem estar bem mais velhos e, consequentemente, com vozes diferentes (afinal, já se passaram 11 anos desde o último episódio), é de se imaginar que alguns tenham outros empregos e outras prioridades. Essa crítica é puramente em comparação ao modelo anterior, já que a mudança das vozes não representa nenhum problema para a versão atual.

TUDO QUE HÁ DE BOM

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 Apesar de ter sido criado pensando em agradar ao novo público infantil e não em simplesmente reviver o amor por essas meninas que há em nossos corações, a nova versão do desenho faz jus à animação que a originou.

 Os outros personagens continuam lá: temos o Prefeito e seu amor por picles, o Macaco Louco e sua maldade que é mais engraçada que assustadora, o Professor Utonio e seu amor pelas garotas, a senhorita Keane e sua fofura eterna e até a Princesa MaisGrana que, adivinhem, ainda não superou o fato de não ser uma das meninas super poderosas. Fora uns personagens que fazem aparições únicas, mas que também são super interessantes.

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 Os episódios tem roteiros incríveis e um princípio muito legal de colocar uma lição de moral que está dissolvida na trama e que não precisa ser explicada didaticamente. Um dos exemplos disso é um vilão que é um monstro machista que zomba do poder das meninas porque associa feminilidade a fraqueza. Ninguém precisa explicar o que isso significa, mas faz com que, mesmo que inconscientemente, o público infantil seja tocado pela mensagem de que nenhuma garota é menos poderosa por ser uma garota.

 Além disso, os personagens são muito plurais e quebram com o princípio maniqueísta de que existem pessoas inteiramente boas ou inteiramente ruins. Mesmo as meninas que protagonizam e nomeiam a animação são capazes de cometer erros, assim como os que representam uma posição antagonista acabam apresentando motivações que despertam empatia.

AVALIAÇÃO GERAL

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 A única reclamação real que eu tenho a fazer é sobre a demora para esse desenho ser dublado porque me parte o coração saber que já tem três episódios lançados que estão apenas legendados. Sério. Todo o resto é apenas muito muito muito amor.

 É bem desenhado, bem escrito, bem desenvolvido, funciona pra criança, pra adulto, pra quem era apaixonado pela versão antiga, pra quem nunca assistiu na vida. Pra todo mundo existente nesse planeta. Ou seja: Como não amar?

 Dá sempre aquele medinho de quando vão fazer uma adaptação de algo que você ama. Não importa se é pra uma mídia diferente ou simplesmente uma ~modernizada~ nas coisas, é impossível não temer que estraguem as suas memórias. E quem assistiu à Geração Z das Meninas Super Poderosas sabe bem como é isso.

 Mas, juro juradinho que vale a pena dar uma chance. Nem que seja só pra assistir a um ou dois episódios esporadicamente pra relembrar o amor por essas garotas sensacionais ou só pra garantir que eu não estou fazendo falsa propaganda. To morrendo de amores e quero logo mais e mais episódios pra amar.

 Não tem nem como dar menos que um milhão de estrelas. É tanto amor que não caberia nem em todas as constelações do universo.

*A Nat falou sobre outras coisinhas na tradução da música em um vídeo, então se você quiser saber mais sobre isso pode ir dar uma olhadinha.

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