Atualização mensal: Os filmes de Agosto e Setembro

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 Hello. Felizmente, quem é vivo sempre aparece. Depois de um mês conturbado em que eu 1. fiz a viagem da minha vida; 2. fiz um curta; 3. completei 19 anos; 4. quase enlouqueci, estou de volta para amar vocês. Eu sei que estou acostumada a negligenciar esse bloguinho, mas dessa vez realmente doeu no meu coração porque eu estava ansiosíssima para fazer várias coisas. Felizmente, Setembro acabou e Outubro está aí para nos amarmos bastante.

 Como eu praticamente não respirei em Setembro, fiquei devendo falar sobre os filmes do mês anterior. Aí, para não deixar passar, resolvi juntar os dois meses (segredona verdade, todos esses filmes foram vistos em Agosto) e fazer um post para todos os filmes e um vídeo para todos os livros. O vídeo sai só amanhã, mas, enquanto isso, vem ver um pouquinho sobre o que eu andei assistindo.

She’s Beautiful When She’s Angry (2014)

Eu fui assistir a esse documentário unicamente com o propósito de falar mal. Ouvi muita gente criticando e queria fazer parte do clubinho da reclamação. Mas, no fim das contas, acabei saindo muitíssimo encantada. Ele fala sobre o movimento feminista nas décadas de 60 e 70 de uma forma muito ampla. Invés de simplesmente apresentar a história, mostra as contradições e as reflexões que o movimento propõe.

 Já falei aqui antes e repito: movimento social não é seita. As pessoas tem opiniões diferentes e formas diferentes de lutar e valorizar isso é absurdamente importante. Esse traço, no entanto, não é algo que os documentários costumam retratar, por isso achei maravilhoso que esse, em especial, focasse nesse aspecto. 4,5 estrelas.

Tallulah (2016)

 Esse filme é uma loucura completa. E eu adorei isso. Ele fala sobre uma garota, a tal Tallulah, que rodava o país com o namorado, até que, em um belo dia, ele some e leva junto todo o dinheiro dela. Como sabia o endereço da mãe dele, Tallulah vai atrás dela pra ver se consegue localizá-lo de novo. Sem nenhum resultado, zero dinheiro e desesperada, ela faz o quê? Isso mesmo, sequestra um bebê e finge que é filho dela. Só isso. Tudo muito fácil e tranquilo na vida dela, claramente.

 A história não é daquelas que vão mudar a sua vida para sempre, mas é tudo tão confuso que você fica absurdamente curioso para saber como ela vai conseguir se virar. Uma coisa que eu achei maravilhosa é como eles conseguem introduzir bem os personagens. Em meia horinha de filme, você já quer abraçar e proteger todo mundo de tanta empatia que eles fazem você sentir. 3,5 estrelas.

O cheiro do ralo (2006)

 Esse é um dos filmes que eu dificilmente teria assistido se não fosse por causa da faculdade. Porque o trailer segue uma bunda, o cartaz tem um olho solto e eu só tinha ouvido o título dele umas duas vezes na vida. Mesmo que seja um filme nacional protagonizado por Selton Mello. Mas, como o Universo as vezes é muito maravilhoso, eu assisti. E fiquei muitíssimo encantada.

 Ele conta a história do dono de uma loja de antiguidades que está com problemas no relacionamento e fica obcecado por uma Bunda. Com letra maiúscula mesmo porque é como se virasse uma entidade com personalidade e identidade particular. Ao mesmo tempo, o ralo da loja em que trabalha está com problemas e isso acaba refletindo na sua personalidade.

 Nesse filme, os objetos e coisas que nem concretas são acabam virando personagens e eu achei isso maravilhoso. Ele é cheio de metáforas, cheio de construções subjetivas e cada mínima coisa tem um efeito enorme na história. 4,5 estrelas.

Amarelo Manga (2002)

 Tenho até vergonha de dizer que só assisti a esse filme agora. Eu já tinha começado antes, mas, por algum motivo de força maior, tinha deixado de lado e só quando o meu maravilhoso professor mandou assistir é que eu fui ver até o fim. Ele se passa em Recife (<3) e tem uma narrativa meio difícil de definir. Basicamente, ele fala sobre o ser humano em seu estado mais cru, com todas aquelas coisas que a gente tenta esconder.

 No meio de uma discussão na sala, eu até falei que talvez essa fosse a razão para o título do filme. Pense comigo, amarelo é a cor de dentro da manga. Daquilo que fica embaixo da casca. E é justamente isso que essa trama trabalha: as relações humanas, o adultério, o sexo, tudo a gente finge que só acontece lá longe, com umas pessoas desconhecidas, mas que acontece bem ao nosso lado. Amarelo Manga trata da vida com uma determinação que dá um tapa na nossa cara, mas que faz total sentido. 5 estrelas.

 Um homem sério (2009)

 O protagonista desse filme é provavelmente a pessoa mais gentil (e trouxa) que o cinema mundial já conheceu. Ele é um professor de física que está sendo abandonado pela esposa, enquanto enfrenta um debate ético na escola por causa de um aluno que quer suborná-lo e tenta ajudar o irmão a lidar com a vida. E, mesmo assim, com tudo desmoronando, ele só quer ser fofinho e legal e gentil. É uma coisa bem triste de se ver.

 Só que ele percebe que as pessoas não respeitam pessoas fofinhas e legais e gentis, então ele quer aprender a ser respeitado, enquanto não deixa de ser amável com os outros seres humanos. É um filme sobre causa e efeito, judaísmo, relações familiares e sobre se descobrir como ser humano e buscar o seu lugar ao sol. Não é o filme mais marcante do universo, mas é muito interessante. 3 estrelas.

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