Quem tem medo de ser brega? #16

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A internet tem umas manias estranhas. Isso não é segredo pra ninguém. A grande questão da vez, que tem me deixado bastante intrigada, é o hábito de reclamar de quem é brega. Vez ou outra alguém posta uma foto de um quarto cheio de coraçõezinhos, balões e declarações de amor e um monte de gente comenta que, se visse aquilo, sairia correndo. Sabe aquela frase “se for para namorar assim, prefiro morrer solteiro”? É mais ou menos isso.

Aparentemente, alguém decidiu que demonstrações de amor são bregas. Combinado a isso, também determinaram que o brega é ruim e vergonhoso e, portanto, não deve existir. Balela. Esse é o tipo de coisa que a gente fala sem pensar, mas que, pra seguir, dá mais trabalho do que parece.

Não quero dizer que o amor só é válido se você mandar carro de som com música do Reginaldo Rossi para a porta da pessoa no dia do aniversário de suas semanas de namoro. Não é bem isso. Mas essa mania chata de colocar regra no relacionamento alheio e determinar o que é ou não válido não faz muito sentido.

A grande graça de uma relação é estabelecer regras próprias, que devem fazer sentido unicamente para quem está dentro dela. Quer chamar de momolado, mandar balão em formato de coração e fazer textão no Facebook? Fica a vontade. Quer falar sobre os seus sentimentos só para a pessoa, sem demonstração pública? Maravilhoso também. Isso vai de cada um.

É praticamente impossível viver um relacionamento inteiro sem fazer algo que seria considerado brega por terceiros. E tá tudo bem. Quem disse que você precisa bancar a Elsa o tempo todo? O amor é brega, vida que segue. A maravilha disso tudo é permitir que alguém conheça um lado seu que ninguém mais teve acesso. Se essa não for uma das coisas mais incríveis das relações humanas, não sei o que será.

Tá liberado demonstrar afeto em público, andar de mãos dadas, mandar mensagenzinha de amor no meio do dia sem muita razão. Abrace a breguice. Ela é uma fofa!

Disclaimer: Sei que, infelizmente, muitos casais não podem demonstrar como se sentem em público, mas estou me referindo, especificamente, a quem escolhe não fazer isso por outras razões.

 

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