Atualização mensal: Os filmes de Julho #19

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Depois de meses em uma ressaca mental, literária e cinematográfica, as férias chegaram e, com elas, tive um pouquinho mais de sossego. Parece propaganda de algum produto louco, mas é apenas o relato de uma universitária cansadíssima que ainda não está preparada para a volta às aulas.

Aproveitando os últimos dias de férias que me restam e honrando à antiga tradicional de Atualização Mensal resolvi dividir os feitos de Julho em duas partes. Hoje, vocês saberão sobre os filmes do mês. Amanhã, vou deixar para falar sobre os livros.

Como (felizmente) tem muita coisa para falar, vou me ater a fazer uma análise bem curtinha só para deixar registrado mesmo.

P.S.: Okja tá fora dessa lista porque já ganhou um postzão todo dedicado cheio de amor.

atualização mensal agosto

Homem Aranha – De volta ao Lar (2017): Até pensei em fazer uma resenha sobre esse filme aqui, mas não sabia bem o que dizer. Foi uma surpresa deliciosa e maravilhosa. Depois de certas decepções com filmes de super-herói, resolvi não criar muitas expectativas e tive a sorte de amar esse filminho aqui. Por incrível que pareça, nem as piadas excessivas que já são marca registrada da Marvel conseguiram me cansar. Achei o roteiro bem maravilhoso e adorei toda a escolha do elenco. 4,5 estrelas.

O espaço entre nós (2017): Esse filme conta a história de Gardner Elliot, um garoto que nasce em Marte e que fica fadado a passar o resto da vida no planeta para evitar as complicações de saúde que uma ida à Terra poderia implicar. Apesar disso, seu grande sonho é conhecer seu pai terráqueo, que sequer sabe da sua existência. Depois de muito insistir, ele finalmente tem a oportunidade de ir ao planeta de sua mãe e tem que se acostumar com todas as regras de convivência que desconhecia. Achei o roteiro fofinho e, apesar do elenco não ser lá muito talentoso, dá para se comover e se envolver com a história. Flui muito bem e tem umas piadas bem ótimas. 3 estrelas.

Sete minutos depois da meia-noite (2016): Conor é um garoto de 13 anos que, além de sofrer bullying na escola, lida com o câncer em fase terminal da mãe, com quem mora sozinho. Após uma noite, o menino começa a sonhar com uma giganteza árvore que é pontual em aparecer para contar histórias que visam ajudá-lo a escapar da realidade por meio da fantasia. O filme, baseado em uma obra do Patrick Ness, é de uma sensibilidade incrível e, apesar de se apresentar de modo lento em certos momentos, consegue ser muito envolvente. Reconheço que não é para qualquer público e que quem não é fã de histórias fantásticas pode não se agradar, mas é tão sutil e bem escrito que meu coração se derreteu um milhão de vezes por segundo. 4 estrelas.

A jovem rainha (2017): Esse filme narra a história da Rainha Cristina, da Suécia, misturando fatos da realidade com alguns pontos fictícios. A personagem interessantíssima (tanto na vida real quanto no cinema) foi responsável por revolucionar o país desde o momento em que assumiu o cargo, lutando para modernizar as ideias do povo e acabar com a Guerra dos Trinta Anos. Não é um filme esplendoroso, mas dá pinceladas muito interessantes sobre a história da Rainha e te dá muita vontade de conhecer mais. 3 estrelas. 

Antes que termine o dia (2004): Esse é um daqueles filmes que você tem a impressão de ter sido a última pessoa do mundo a assistir, sabe? A trama acompanha um dia bem trágico do casal Ian e Samantha, que acaba com os dois terminando. Como todo bom clichê romântico, no outro dia Ian lembra de tudo e tem a chance de reviver o dia inteiro, tentando consertar os erros que cometeu. É um romance água com açúcar? É um romance água com açúcar. Deixa de ser maravilhoso? Nenhum pouco. É fofinho, engraçado e instigante e, por incrível que pareça, me surpreendeu bastante. 4 estrelas.

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Boys (2014): Sieger e Marc fazem parte da mesma equipe de revezamento. Como em todo romance fofinho de derreter o coração, os dois começam como amigos e acabam percebendo que o envolvimento vai bem além disso. Acho que deu pra notar que eu gosto de uma coisinha água com açúcar, né? Sou bem fã sim. Esse filme é uma gracinha. Por mais que eu tenha passado raiva com esse casal, sou obrigada a compartilhar que fiquei apaixonada. A única coisa que eu não gostei foram os cortes bruscos e os pulos no roteiro que fazem com que você tenha que adivinhar o que aconteceu. Fora isso, só amor. 4 estrelas.

Lugares Escuros (2015): Esse filme conta a história de Libby Day, uma mulher que teve toda a família assassinada quando era criança. Apesar de sempre ter tido certeza de que o autor do crime tinha sido seu irmão mais velho, a investigação acaba sendo retomada anos depois por uma sociedade secreta especializada em crimes não resolvidos. Desde o início, tive muita expectativa para esse filme, por ser uma adaptação da única obra da Gillian Flynn que eu não li. Por mais que ele seja até razoável, acabou sendo uma decepção. Foi uma quebra nos finais fantásticos e tramas bem construídas da autora com que eu estava acostumada. 3 estrelas.

Um contratempo (2017): Adrian acorda num quarto de hotel e se depara com a sua amante morta, ao seu lado. Como todas as pistas o dão o título de culpado, ele contrata a melhor advogada de defesa do país para tentar descobrir o que realmente aconteceu e tentar livrá-lo da acusação. Meu irmão, que filme! Queria formular qualquer coisa mais complexa que isso, mas só posso recomendar infinitamente que você assista sem saber muito sobre o que está acontecendo. O roteiro é incrivelmente bem desenvolvido, os personagens são impecáveis, é tudo maravilhoso. 5 estrelas.

Sexo sem compromisso (2011): Definitivamente mais um para a lista de todo mundo já assistiu, menos eu. Esse filme fofinho conta a história do Adam e da Vanessa que resolvem investir numa amizade colorida (que não é a mesma coisa que relacionamento aberto, como eles insistem em umas cenas específicas) que tem como regra o fato de que eles não podem se envolver emocionalmente. É a história previsível e bobinha que você já sabe o fim, mas que não deixa de ser fofinha, sabe? Fiquei apaixonada. 4 estrelas.

O mínimo para viver (2017): Esse filme acompanha a história de Ellen, uma jovem que tem anorexia e bulimia e que, depois de anos de tratamentos falhos, resolve fazer parte de um método não convencional que gira em torno de um ~abrigo~ para pessoas que sofrem de distúrbios alimentares. Apesar de achar o filme muito tocante, achei que ele focou muito em cenas pertubadoras/chocantes e deixou de abordar as questões emocionais em si. É tanto que organizações de saúde mental não aprovaram a obra, afirmando que ela serve de ~tutorial~ para quem passa por situações semelhantes. Vale a pena repensar quão saudável é assistir algo assim.

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