Nada é permanente #21

Nada é permanente. Nem as dores, nem as alegrias. Nem os momentos de maior desespero, nem os de pura animação. Nem os empregos, nem as curtidas, nem as coisas que acumulamos. Nada. Nem mesmo seu placar de cinco estrelas na Uber ou a felicidade de ter o carro dos seus sonhos.

Algumas pessoas ficam por muito tempo, é verdade, mas nem mesmo elas são permanentes. Por um motivo ou outro, uma das metades acaba indo e todo o sentido de durabilidade se torna confuso. E não é só às coisas positivas que essa ideia se aplica. Alguns problemas parecem que vão durar uma eternidade, mas até eles acabam indo embora. Sempre vão.

Se você parar para pensar, você é o que existe de mais permanente na sua vida. Apesar disso, para muitos, você continua sendo o retrato da efemeridade. Nada é permanente. Nem mesmo o status de permanência que você poderia desejar ostentar.

Essa ideia pode soar tanto desanimadora quanto esperançosa. Ou os dois ao mesmo tempo. Nem mesmo isso é permanente. Uma crença que se apresenta como certeza pode ser desacreditada em segundos. Quem cairia na farsa da permanência?

Nada é permanente.

Nem você, nem o que tira seu sono.

Nada é permanente.

Exceto, talvez, a certeza de que Buda era um cara muito esperto.

P.S.: Escrevi isso depois de assistir a um vídeo maravilhoso da Monja Coen que falava sobre ensinamento de Buda. Vale a pena procurar mais sobre isso!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s