Resenha de Quinta: Três Coroas Negras #26

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Já fazia um tempão que eu estava curiosa para saber o que tinha de tão especial em ‘Três Coroas Negras’. Era tanta gente comentando, elogiando, fazendo teorias. Algo de incrível tinha que ter aí. Finalmente, eu descobri. Agora entendo todo esse amor e todo esse interesse. A trama é impecável, as personagens são super envolventes e toda a sacada é genial.

Caso você não saiba do que eu estou falando, vou explicar. ‘Três Coroas Negras’, de autoria da Kendare Blake, conta a história de uma ilha em que, a cada geração, nascem trigêmeas destinadas a disputar o trono. Cada uma delas pertence a uma categoria: Naturalista (que pode controlar a fauna e a flora), Elemental (que controla os quatro elementos) e Envenenadora (que é imune a venenos e capaz de manipular combinações mortais).

Seria tudo lindo, tudo maravilhoso, se não existe a regra de que só uma delas pode sobreviver e, assim, assumir o controle da ilha. Para que isso aconteça, ao completarem 16 anos, elas dão início a uma batalha que só pode ter uma sobrevivente.

Esse é um daqueles livros em que o universo é tão bem construído que é impossível não se sentir imerso nos detalhes. Desde as regras de cada área da ilha até as normas da própria competição, tudo é bem desenvolvido e ocupa um espaço lógico na trama. A precisão na escrita da Kendare passa, inclusive, para a construção das personagens, que além de serem muito cativantes, são absurdamente realistas e te impedem de conseguir ter um time na hora da disputa.

Atribuo parte disso ao fato de que os capítulos alternam entre as narrativas das três personagens principais, possibilitando que o leitor tenha uma noção maior sobre o espaço em que vivem e sobre tudo que está acontecendo ao redor. Apesar disso, o método narrativo não impede que o livro seja enfadonho em alguns momentos (especialmente no começo) e que a leitura possa ficar meio arrastada em certos instantes.

Felizmente, o problema é bem pontual e passa rápido. No geral, a escrita é bem interessante e cada capítulo acaba com aquele sensação de que é impossível parar. Além disso, o próprio desenvolvimento das personagens faz com que você acabe criando uma relação emocional que desperta uma aflição para saber se vai tudo ficar bem.

Achei a história bem criativa e, apesar dos defeitos pontuais, fiquei encantada com a precisão da escrita. Posso garantir que, nesse caso, a internet não estava exagerando. Esse livro é tudo isso e muito mais. Quatro estrelas.

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