Não se compare #31

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Não se compare. A primeira vista, isso pode parecer algo inofensivo, uma forma de reconhecer os pontos da sua vida que precisam de aprimoramento, mas é só uma grande jornada de autodepreciação. Como diria a Bela Gil, você pode substituir o ato de se comparar por enaltecer as qualidades alheias e buscar desenvolve-las, por exemplo. É bem mais prático, bem mais eficiente e, mais importante de tudo, bem menos destrutivo.

Comparar-se aos outros é, frequentemente, deduzir que você nunca chegará lá. Eles são mais inteligentes, mais preparados, mais esforçados. Você nunca terá tanta determinação, tanta coragem, tanta sorte. É mais fácil pra eles porque eles têm um amigo que faz não sei o que e um parente que faz não sei que lá. Pode até ser, mas em que isso te ajuda?

Uma das armadilhas da comparação é o fato de que a gente não faz ideia do que está por trás do que vemos. É fácil demais enlouquecer se comparando às vidas perfeitas que passam pelo seu feed. Todo mundo é bonito, todo mundo é feliz, todo mundo está vivendo um sonho. Mas você sabe que nem tudo é verdade, não sabe? Sabe que aquilo é só um recorte da realidade, combinado a um bom ângulo de foto e um filtro bem escolhido, né? Como você pode se comparar de modo justo se nem sabe toda a verdade?

Imagine o tempo que poderia ser investido em buscar suas qualidades e identificar o que precisa ser melhorado sem se medir por olhos alheios. Você é o que você tem. E se não fizer o melhor com isso, será um desperdício.

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2 comentários sobre “Não se compare #31

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