“Ué, é só isso?”

ué.gif

Como mencionei por aqui, uma das melhores decisões que tomei em 2017 foi voltar para a terapia. É incrível e intenso mergulhar em si mesmo e refletir sobre um monte de coisas que costumam passar despercebidas. Sério. Não tem preço. Apesar disso, esse não é exatamente o assunto de hoje.

A verdade é que eu discuti bastante com a minha maravilhosa terapeuta sobre aquela sensação de “ué, é só isso?”, que bate quando realizamos uma meta que elegemos como a mais importante de todas. A gente acha que precisa de tal coisa pra que a vida realmente faça sentido e entre nos eixos. Morar sozinha, ter um emprego, entrar na faculdade. Sempre tem aquela coisa que faz com que a gente pense “quando eu fizer isso, a minha vida vai mudar completamente”.

Mas nem muda tanto assim. Na maior parte das vezes, você só vira uma versão de si mesmo com mais responsabilidades. Nada é tão instantâneo, nem acontece num passe de mágica. É claro que sair de casa, entrar na faculdade e conquistar o emprego dos sonhos mudam as coisas de alguma forma, mas não é algo imediato. Essas coisas levam tempo e a gente quase nem se dá conta de que realmente mudou até que para pra refletir.

Quando você chega lá, naquele lugar que parecia quase impossível e que você idealizou pra caramba, surge outro sonho. Um maior, mais complicado e ainda mais distante. É um ciclo natural e, pra ser sincera, saudável. Faz bem continuar sonhando e manter um objetivo à vista, que possa ser revertido em motivação para seguir tentando.

Daí que o sentimento de “ué, é só isso?” pode ser tanto aterrorizante quanto inspirador, dependendo do ponto de vista que você atribui a ele. É claro que dá pra encarar essa sensação como uma prova de que nunca existe felicidade completa, mas esse é um pensamento conto de fadas demais para ser levado a sério, né?

Ok, realmente não existe uma satisfação infinita. Não tem ponto de chegada. A rota está sempre sendo redesignada. Mas isso também significa que o caminho está em constante expansão e que não há por que parar. Soa meio Augusto Cury? Pode até ser, mas você sabe que é  verdade.

Não há ponto final, nem uma parada definida. E isso é doido e massa. A jornada é uma loucura que se modifica infinitamente e merece ser aproveitada em toda sua magnitude.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s