Maratona para o Oscar 2018 #1: Os indicados a Melhor Filme

maratona oscar - melhor filme

Está oficialmente aberta a minha temporada favorita do ano inteirinho: a maratona dos filmes do Oscar! Desde que saiu a lista com todos os indicados, estou louca fazendo planilha e maratonando tudo pra poder opinar com propriedade no dia da cerimônia (um sentimento muito  massa, pra ser sincera).

Por isso, vamos começar hoje uma série de posts com mini resenhas sobre os filmes que farão parte desta disputa. Com certeza não vou conseguir assistir tudo, mas vou tentar pelo menos assistir aos indicados às categorias principais e comentar por aqui. Assim, você pode ler tudo e se fingir de super bem entendido para os seus amigos. Como todos os posts com a temática cinema, as publicações acontecerão toda segunda-feira até o dia 4 de março, quando acontecerá a tão esperada premiação.

É claro que não dava para começar com uma categoria diferente. Para dar início a essa série, falarei sobre quase todos os indicados ao prêmio de Melhor Filme. O único que ficou de fora foi Trama Fantasma, que ainda não foi lançado e não está disponível em plataforma nenhuma, mas, assim que assistir, atualizarei a postagem. Se quiser saber quando isso acontecer, basta seguir o instagram do blog (@desfabulosodestino)!

A Forma da Água

a forma da água

Foi indicado a: Melhor Filme, Melhor Direção (Guillermo del Toro), Melhor Atriz (Sally Hawkins), Melhor Ator Coadjuvante (Richard Jenkins), Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer), Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som, Melhor Design de Produção, Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora Original.

Enredo: Elisa é a faxineira de um laboratório que abriga vários projetos secretos durante a Guerra Fria. Uma das novidades do local é uma criatura meio humana e meio anfíbia, com quem a moça acaba desenvolvendo uma amizade muito intensa. Diante dos laços que foram criados, ela resolve fazer de tudo para evitar que a criatura seja torturada e maltratada.

O que achei: A Forma da Água tem uma trama fofinha e encantadora com a qual é fácil se apegar. Em alguns pontos, a narrativa é meio esquisita e te faz pensar “ué, o que tá acontecendo?”, mas corre tudo de forma tão fluída e envolvente que até dá pra esquecer os pontos de bizarrice. Guillermo del Toro sendo Guillermo del Toro, né?

Outro ponto super positivo é o elenco maravilhoso e muito encaixado. A sintonia dos personagens torna as tramas paralelas ainda mais interessantes e faz com que toda a história ganhe uma atmosfera ainda mais profunda e bem desenvolvida.

É um romance meio conto de fadas que te faz suspirar e se apaixonar. Não é a toa que quase bateu o recorde de indicações do Oscar. É muito amor mesmo! ❤

Corra!

corra

Foi indicado a: Melhor Filme, Melhor Direção (Jordan Peele), Melhor Ator (Daniel Kaluuya) e Melhor Roteiro Original.

Enredo: A trama narra a história de Chris, um rapaz negro que viaja para conhecer a família de sua namorada branca e rica. A situação por si só já o deixa bastante nervoso, mas tudo se torna ainda mais assustador e esquisito quando ele percebe que algo estranho está acontecendo com todas as pessoas negras do local.

O que achei: Pra mim, a indicação de Corra é uma vitória por si só. É um filme que foge muito do modelo adorado pela Academia e que foi lançado há bastante tempo, mas é tão incrível que não pode passar despercebido. Isso já é um bom indicativo de sucesso, né não?

Eu que sou a crítica dos filmes de terror, que não sente medo de nada, fiquei apavorada em várias cenas. O terror psicológico é tão palpável e bem desenvolvido que te faz ficar a beira de um ataque de nervos. Juro. Fora todas as críticas sociais presentes nessa belezinha.

É tanto amor que nem cabe em palavras. É assustador, engraçado, encantador e muito surreal ao mesmo tempo. Com um roteiro incrível e um elenco absurdo de bom, Corra merece todos os prêmios do mundo e ganha nossos corações com facilidade.

Dunkirk

dunkirk

Foi indicado a: Melhor Filme, Melhor Direção (Christopher Nolan), Melhor Fotografia, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som, Melhor Design de Produção, Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora Original.

Enredo: O filme é baseado na história da Operação Dínamo, que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial e visava tentar salvar as tropas presentes no porto de Dunkirk, enquanto ele estava cercado pelo exército nazista.

 O que achei: Eu sou a pior pessoa possível para analisar filmes de guerra. Se já me sinto zonza e confusa com cenas de ação, imagina com uma trama que tem um monte de coisa explodindo, pessoas morrendo e uma grande bagunça acontecendo? Mal consigo me concentrar.

De toda forma, acho que Dunkirk é um filme interessante para quem gosta desse tipo de temática e se torna ainda mais legal para quem também assistiu O Destino de Uma Nação (que eu recomendo assistir primeiro). A fotografia é incrível e a edição tá muito muito muito boa. Além disso, Harry Styles tá lindo e ótimo como sempre.

Lady Bird – É Hora de Voar

lady bird

Foi indicado a: Melhor Filme, Melhor Direção (Greta Gerwig), Melhor Atriz (Saiorse Ronan), Melhor Atriz Coadjuvante (Laurie Metcalf) e Melhor Roteiro Original.

Enredo: Lady Bird é a típica garota adolescente que mora em uma cidade pequena e acredita que está destinada a uma vida nos grandes centros. Disposta a chegar aonde deseja, ela decide investir seu último ano do Ensino Médio na busca por uma forma de conquistar seus sonhos e sair do local onde vive.

O que eu achei: A Saiorse é uma das minhas atrizes favoritas de todas, então claro que só de saber que ela protagonizava esse filme, já criei uma simpatia natural, né? Mas juro que tem muito mais que isso. A trama é levinha, envolvente e promove uma super identificação. Toda a história fala muito sobre o que é ser adolescente e sobre como você se sente nesse período.

É massa ver um filme se jogar numa vibe tão antropológica e se propor a reproduzir essas questões de uma forma que, mesmo enquanto adulto, você consegue se identificar. O roteiro é extremamente bem construído e os personagens são cheios de camadas, de uma forma muito bem explorada.

Fiquei encantada e morri de amores ainda mais. ❤

Me Chame Pelo Seu Nome

me chame pelo seu nome

Foi indicado a: Melhor Filme, Melhor Ator (Timotheé Chalamet), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original (“Mystery of Love”).

Enredo: A trama narra a história de um estudante de Mestrado que vai passar as férias na casa de seu professor, na Itália, e sobre como o filho desse professor reage à sua presença no local. Em meio a ciúmes e disputas de poder, os dois acabam desenvolvendo uma amizade muito fofinha, que pode render em algo diferente.

O que achei: Eu não gostei de Me Chame Pelo Seu Nome de cara. Precisei de algum tempo (e do podcast do Cinemático) até que eu conseguisse processar direitinho o filme e descobrir um amorzinho por ele. A verdade é que o desenvolvimento é bem lento e acontece de uma forma que parece meio aleatória e sem sentido, sabe?

São cenas e cenas em que quase nada acontece até que finalmente a história engata e consegue te prender. É uma historinha meio clichê e batida, mas com uns personagens fofinhos que abordam questões de descoberta, sexualidade e como lidar com essa mistura de sentimentos de uma forma absurdamente humana.

No final das contas, estou louca para ler o livro que inspirou o filme e feliz que uma história como essa (em que muita gente consegue se enxergar) ganhou tanta visibilidade.

O Destino de Uma Nação

destino de uma nação

Foi indicado a: Melhor Filme, Melhor Ator (Gary Oldman), Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Cabelo e Melhor Design de Produção.

Enredo: Nesse filme, temos basicamente um outro ponto de vista sobre Dunkirk, já que ele relata a história de Winston Churchill, durante a Segunda Guerra Mundial, desde a sua nomeação ao cargo de Primeiro Ministro à Operação Dínamo, que visava proteger o porto.

O que achei: A Academia certamente tava atrás de uns filmes históricos esse ano. Como todo filme de guerra, O Destino de Uma Nação é meio tendencioso e apresenta aquela visão romantizada com que já estamos acostumados. Mesmo assim, é bastante interessante e aborda uma parte da história que não costuma ser discutida (pelo menos por aqui).

Estamos tão acostumados a ouvir sobre a Segunda Guerra Mundial sobre os mesmos pontos de vista, que é revelador ir ao encontro de uma nova perspectiva. Não é um filme leve, mas se desenvolve da forma que deveria e faz jus ao que propõe.

Fora isso, só posso dizer que estou até agora encantada com a maquiagem feita no Gary Oldman e torcendo pra que o filme leve essa estatueta.

The Post – A Guerra Secreta

the post

Foi indicado a: Melhor Filme e Melhor Atriz (Meryl Streep).

Enredo: O filme narra todos os desfechos envolvendo o Pentagon Papers, um documento que continha várias informações secretas sobre a guerra entre os Estados Unidos e o Vietnã e desmentia muitas das coisas que eram ditas pelos Presidentes.

O que achei: Esse filme deveria ser obrigatório para todos os estudantes de Jornalismo. Sem querer puxar sardinha para a minha área (mas já puxando), é muito tocante ver o embate entre separar ética profissional e relações pessoais. O que fazer quando divulgar uma notícia pode significar o fim de uma amizade extremamente valiosa?

Além disso, a trama aborda bem a questão da figura feminina na busca por respeito em ambientes majoritariamente masculinos. É tudo que eu amo num filme só. Tem como não gostar? O roteiro é mais história que entretenimento, mas acho que isso foi dosado de uma forma incrível e funcionou super bem.

E, claro, a Meryl Streep tá maravilhosa. Difícil seria se ela não estivesse, né?

Três Anúncios Para um Crime

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Foi indicado a: Melhor Filme, Melhor Atriz (Frances McDormand), Melhor Ator Coadjuvante (Woody Harrelson e Sam Rockwell), Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora Original.

Enredo: A trama gira em torno da história de Mildred Hayes, uma mulher cuja filha foi assassinada e estuprada em um caso sem solução. Após alguns meses sem que o culpado fosse encontrado, ela resolve alugar três outdoors de uma estrada abandonada para exigir justiça e clamar para que o ocorrido não seja esquecido.

O que achei: Esse filme me tocou de uma forma que nem sou capaz de explicar. A narrativa é desenvolvida de uma forma muito cativante e deixa claro, logo nos primeiros instantes, que a história trata muito mais de perdão e amor do que de vingança. Chorei durante o filme quase inteiro, encantada com a delicadeza e pontualidade com que expuseram traços super profundos do que é ser humano diante de dor e tragédia.

Com um roteiro incrivelmente bem construído e personagens absurdamente verossímeis, é impossível não se sentir tocado por toda a trama. A história foge de tudo que é previsível e faz com que você se sinta imerso em um universo absurdamente real e cru.

Não sei o que a Academia vai achar, mas estou torcendo demais para que essa obra linda ganhe, além de muitas estatuetas, a visibilidade que merece.

 

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