Resenha de Quinta: Todo dia a mesma noite, a história não contada da boate Kiss

todo dia a mesma noite

Entre as minhas metas literárias deste ano, duas têm sido seguidas com bastante determinação: ler mais livros nacionais e ler mais não-ficção. Como eu sou apaixonada demais pelo meu curso, é claro que isso quer dizer que estou sempre louca pra descobrir novos livros jornalísticos, com reportagens sobre temas diferentes. Por isso, fiquei muito curiosa quando fiquei sabendo do lançamento de “Todo dia a mesma noite, a história não contada da boate Kiss”, que aconteceu há menos de um mês.

Como dá pra deduzir, nele a incrível Daniela Arbex narra a história por trás do incêndio que aconteceu na boate Kiss, em Santa Maria, em 2013. Sob o ponto de vista de sobreviventes, familiares das vítimas, médicos e policiais, os relatos são construídos não como uma grande reportagem, mas como uma narração que organiza os depoimentos de modo cronológico.

A intensidade com que nos deparamos com os fatos é inexplicável. Mesmo que eu já tivesse um conhecimento superficial sobre os acontecimentos, foi devastador me deparar com uma perspectiva que foge da narrativa midiática e mergulha em todas as vidas que foram marcadas naquela noite. Ler sobre as primeiras ligações, as buscas, o desespero e, por vezes, a temida confirmação pelos olhos dos pais que perderam seus filhos é algo que não dá pra esquecer.

Toda a construção da narrativa é densa, envolvente e muito emocionante. Já nas primeiras páginas, o leitor é transportado para dentro do universo dos relatos e sente tudo conforme é descrito: o medo, a esperança, a dor. A combinação de sentimentos oferece a quem lê uma visão totalmente transformadora do que aconteceu.

Por mais que eu tenha ficado incomodada com algumas coisas relacionadas à escrita (o uso de muitas siglas e idades do padrão jornalístico não combina com a proposta), isso se torna minúsculo diante da experiência de imersão que o livro propicia. É, sem dúvidas, uma coleção de relatos transformadores que marca o leitor de forma permanente.

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Atualização Mensal: Livros internacionais de Janeiro

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Eu to muito cumpridora de promessas nesse 2018, pode falar.

Como prometido no último post de atualização mensal, voltei para falar sobre as leituras internacionais deste mês. Inclusive, preciso mencionar que me sinto quase Policarpo Quaresma por ser a mesma quantidade de leituras nacionais.

Caso você não saiba como esse quadro funciona, eu basicamente faço um balanço do mês, com umas resenhas curtinhas e o desejo de te convencer a ler as mesmas coisas que eu.

Vem que tem indicações topzika!

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Atualização Mensal: Livros nacionais de Janeiro

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Hello! Como vai você?

Gostei tanto de fazer um post com mini resenhas dos filmes assistidos em 2018, que resolvi fazer basicamente a mesma coisa com os livros que li durante este mês. Como, felizmente, tem bastante coisa pra comentar, vou dividir o conteúdo em duas postagens: uma com as obras nacionais e outra com as internacionais, pra nem eu nem você enlouquecermos.

O melhor de tudo é que essa postagem já faz parte do desafio Mulheres Para Ler, do canal Conto em Canto. Neste ano, a Iara Picolo lançou um calendário especial com desafios mensais e o de Janeiro é, justamente, ler uma autora nacional. Ou seja, além de tudo, você pode conferir umas indicações que se encaixam nesse projeto maravilhoso. ❤

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TOP 3: Livros nacionais no Kindle Unlimited #41

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Conheça meu novo amor. ❤

Como já mencionei por aqui, ganhei um Kindle de presente de aniversário adiantado. Ainda quero usar mais um pouquinho antes de fazer uma resenha específica, mas já descobri um dos maiores (e melhores) diferenciais dele: o Kindle Unlimited, conhecido como a Netflix de livros da Amazon.

Basicamente é um serviço de streaming como tantos outros que vemos por aí, que nos permite ter acesso a um número gigantesco de e-books por meio do pagamento de R$ 19,90 mensais. É a assinatura mais barata de todas? Com certeza não. Mas se você der uma olhada no valor dos e-books, acaba valendo bastante a pena.

Além de toda a facilidade que a plataforma traz, existe outra característica que fez com que eu me apaixonasse. Por meio dela, muitos autores independentes (inclusive brasileiros) acabam publicando seus livros. Ou seja, tem livro que sequer existe de forma física.

Assim, por um valor até mais ou menos, consigo conhecer um monte de escritores que eu dificilmente conheceria de outra forma. Para ilustrar quão maravilhoso isso é, resolvi falar sobre três livros que li recentemente e que provam meu ponto. Por coincidência, todos outra coisa em comum: a presença de personagens LGBT.

Então temos um combo: livros por um preço barato + valorizar autores nacionais + representatividade. O que mais você pode querer?

P.S.: Dá pra ler todos esses livros mesmo se você não tiver o Kindle Unlimited porque estão a venda na loja da Amazon.

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6 razões para ler “Quinze Dias”, do Vitor Martins #40

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Promessa feita é promessa cumprida. Como mencionei no post de Atualização Mensal, Quinze Dias foi um livro tão especial que eu precisava de uma postagem inteirinha para falar sobre ele. Pensei em fazer uma resenha, em separar umas citações maravilhosas, em contar sobre como esses personagens me tocaram de uma forma única, mas decidi que era tanto amor que nada melhor que uma lista para deixar isso bem detalhado.

Para te familiarizar com a história, vamos por partes: o Vitor Martins é um booktuber maravilhoso que tem um canal que você precisa conhecer agora. Entre todas as coisas sensacionais que faz (como desenhar lindamente), ele arranjou tempo para escrever esse livro sobre o Felipe, um garoto adolescente e gordo que tem muitas questões em relação ao seu corpo e que não está nem um pouco preparado para passar parte das férias dividindo o quarto com seu vizinho (e crush eterno) Caio.

Preciso de algo mais para te convencer? Senta que lá vem história.

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Atualização Mensal: As leituras de Agosto #36

atualização mensal de agosto

Um desenho fofinho pra me redimir pelo sumiço. Não, eu não sei desenhar mãos.

Acredito que nós podemos simplesmente fingir que não sumi nas últimas semanas e seguir em frente, né? Ótimo.

Agosto foi um mês maravilhoso no quesito de leituras. Além de ter cumprido a minha meta de cinco leituras mensais, li um monte de coisa diferente e maravilhosa. Para você ter noção, alguns dos livros que conheci esse mês já entraram para a lista de melhores do ano, então, mesmo já estando quase na metade de Setembro, eu não poderia deixar de fazer esse post.

Vou deixar apenas três livros de fora hoje: Três coroas negras e O ódio que você semeia (que já foram resenhados aqui) e Quinze dias (que amei tanto que farei uma postagem só pra falar dele).

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Resenha de Quinta: O ódio que você semeia, da Angie Thomas #33

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Basicamente todo mundo que leu ‘O ódio que você semeia’ estava garantindo que era o melhor livro do ano. Não foram duas ou três pessoas, foram quase todos os booktubes que acompanho e as pessoas que sigo no Good Reads. Um título tão forte quanto esse não é pra qualquer um e fazer esse sucesso com um monte de gente que tem gostos literários diferentes também não. Por isso, fiquei surtada para ler esse livro. Não aguento ver o buzz e não ir atrás para entender de onde surgiu.

Juro que cheguei até a ficar um pouco temerosa. Vai que ele não fosse tudo isso e todas essas resenhas e opiniões super positivas fossem só gerar uma decepção enorme? Nunca se sabe. A internet as vezes surta por uma coisa e nem sempre é fácil entender qual a graça daquilo. Mas não foi isso que aconteceu com esse livro. Felizmente, posso me juntar ao coro e dizer que essa foi a minha melhor leitura de 2017.

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