TOP 3: Ilustradoras brasileiras maravilhosas #34

Um dos meus hobbies favoritos é conhecer mulheres maravilhosas para admirar. Fico horas naquelas páginas de artistas femininas e amo enaltecer o talento dessas meninas inspiradoras. Por isso, nada mais justo que trazer algumas dessas moças talentosíssimas para abrilhantar um TOP 3 nesse bloguinho.

Escolher só três delas foi praticamente uma missão impossível. Por isso, dei prioridade às ilustradoras que acredito que, além de terem um traço único, não são tão conhecidas. Aliás, nem preciso descrever muita coisa porque a arte delas já fala por mim. ❤

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Resenha de Quinta: O ódio que você semeia, da Angie Thomas #33

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Basicamente todo mundo que leu ‘O ódio que você semeia’ estava garantindo que era o melhor livro do ano. Não foram duas ou três pessoas, foram quase todos os booktubes que acompanho e as pessoas que sigo no Good Reads. Um título tão forte quanto esse não é pra qualquer um e fazer esse sucesso com um monte de gente que tem gostos literários diferentes também não. Por isso, fiquei surtada para ler esse livro. Não aguento ver o buzz e não ir atrás para entender de onde surgiu.

Juro que cheguei até a ficar um pouco temerosa. Vai que ele não fosse tudo isso e todas essas resenhas e opiniões super positivas fossem só gerar uma decepção enorme? Nunca se sabe. A internet as vezes surta por uma coisa e nem sempre é fácil entender qual a graça daquilo. Mas não foi isso que aconteceu com esse livro. Felizmente, posso me juntar ao coro e dizer que essa foi a minha melhor leitura de 2017.

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Lev: O leitor de e-books da Saraiva #32

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Acredito que essa é a melhor ocasião possível para tirar esse post da área de rascunhos, onde ele estava aguardando há mais de um ano. Desde que o escrevi, comecei a usar uma nova versão do Lev e ganhei um Kindle (que deve chegar na próxima semana). Então, que hora melhor para falarmos sobre isso?

Vocês provavelmente já sabem que, apesar de eu amar o cheirinho de livros, a visão de uma estante cheia e todas as texturas lindas que envolvem a leitura de um livro físico, sou completamente adepta dos exemplares virtuais. São mais baratos, mais leves, mais práticos e tem o que realmente importa: o conteúdo tal qual o escritor publicou.

Por isso, no começo de 2015, eu estava decidida a comprar meu primeiro leitor de e-books. Minha opção inicial era o Kobo, mas acabei com o Lev em mãos e me apaixonei bem mais do que imaginaria. Quem já deu uma pesquisada sobre isso, sabe que o leitor da Saraiva quase não é falado. Apesar disso, foi uma experiência maravilhosa.

O primeiro Lev que tive foi o sem luz, mas, no meu aniversário do ano passado, ganhei a outra versão do meu querido namorado. Por isso, me considero quase uma especialista no assunto. É claro que os que eu tive não foram dessa nova versão, que lançou a pouco tempo. No entanto, acredito que dá pra ter uma boa noção de como o leitor funciona.

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Não se compare #31

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Não se compare. A primeira vista, isso pode parecer algo inofensivo, uma forma de reconhecer os pontos da sua vida que precisam de aprimoramento, mas é só uma grande jornada de autodepreciação. Como diria a Bela Gil, você pode substituir o ato de se comparar por enaltecer as qualidades alheias e buscar desenvolve-las, por exemplo. É bem mais prático, bem mais eficiente e, mais importante de tudo, bem menos destrutivo.

Comparar-se aos outros é, frequentemente, deduzir que você nunca chegará lá. Eles são mais inteligentes, mais preparados, mais esforçados. Você nunca terá tanta determinação, tanta coragem, tanta sorte. É mais fácil pra eles porque eles têm um amigo que faz não sei o que e um parente que faz não sei que lá. Pode até ser, mas em que isso te ajuda?

Uma das armadilhas da comparação é o fato de que a gente não faz ideia do que está por trás do que vemos. É fácil demais enlouquecer se comparando às vidas perfeitas que passam pelo seu feed. Todo mundo é bonito, todo mundo é feliz, todo mundo está vivendo um sonho. Mas você sabe que nem tudo é verdade, não sabe? Sabe que aquilo é só um recorte da realidade, combinado a um bom ângulo de foto e um filtro bem escolhido, né? Como você pode se comparar de modo justo se nem sabe toda a verdade?

Imagine o tempo que poderia ser investido em buscar suas qualidades e identificar o que precisa ser melhorado sem se medir por olhos alheios. Você é o que você tem. E se não fizer o melhor com isso, será um desperdício.

Arquivo S: Onde está Segunda? #30

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Onde está Segunda? é o filme novo da Netflix (estreou semana passada) e, bicho, ele é muito Black Mirror! Sabe aqueles filmes que te deixam sem ar o tempo todo e que te impedem até de piscar pelo medo de perder algo? É disso que estamos falando aqui. Com um plot muito interessante e uma atriz que pode ser a nova Tatiana Maslany, o diretor Tommy Wirkola criou uma coisa maravilhosa.

Acho que vale a pena destacar que o Wirkola não tem um histórico muito bom. Se eu soubesse que esse filme era dirigido pela mesma pessoa que dirigiu João e Maria: Caçadores de Bruxa, eu dificilmente teria dado uma chance, mas estou aqui com a missão de dizer que sim, vale muito a pena apostar nele!

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O manual da garota boazinha #29

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Cruze as pernas, fale baixo, não reclame. Coloque um brinquinho, arrume o cabelo, não corra. Peça desculpas, não importa se você acredita estar certa. Isso não é coisa de menina. Não faça isso, não faça aquilo. Tenha bons modos. Onde já se viu uma garota fazendo algo dessa forma? Seja mais cuidadosa.

Menino é assim mesmo, mal educado, grosseiro, fala alto, faz bagunça. É até um bom sinal que ele corra pela casa porque mostra que ele tem mais energia. É importante a aprender a praticar um esporte logo cedo. Já joga bola melhor que o pai. Menina não, menina não pode, isso não é bonito.

Olha lá, aquela garota correndo com os meninos, onde isso vai parar? Não pode ser um bom sinal. É toda masculina, com esses joelhos ralados, será que a mãe não está vendo? O pai dessa aí vai ter muito trabalho quando ela crescer. Seja boazinha, não faça assim. Brinque sentadinha, quietinha. Não é coisa para você.

Por que você não gosta das coisas das meninas da sua idade? Olha aquela garota da sua escola. Tão educadinha, parece uma princesa.

Isso não pode. Isso também não. Tem que ser assim. Desse jeito é melhor. Olha só, já está aprendendo. Isso. Deixa o cabelo crescer. Coloca um vestido. Quietinha, calada, assim é melhor. Faz isso. Assim. É isso mesmo. Agora sim. Já está pronta pra casar.

Como homens podem contribuir com o feminismo? #28

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A discussão sobre o papel dos homens no feminismo é antiga. Tem quem os considere parte do movimento, tem quem prefira que eles mantenham um certo distanciamento, não existe um veredito e não é sobre isso que quero falar hoje. Meu interesse é tentar ilustrar um pouquinho de como é possível contribuir para o feminismo sendo homem, independente da nomenclatura que você atribuir a quem faz isso.

Acho que o primeiro passo é saber perguntar. Eu particularmente amo debater sobre as pautas do movimento e explicá-las para quem não conhece. Seja para homens ou para mulheres. No entanto, nada me tira mais do sério do que quando os questionamentos soam como acusações e são atirados na minha cara como se eu tivesse que “justificar” as ideologias feministas. Se você tem real interesse em saber mais sobre o tema, pergunte com jeitinho. Não há nada de vergonhoso em não saber das coisas. É muito pior permanecer de olhos fechados para o que está ao seu redor.

Outra coisa importante é entender que o movimento não é sobre você. Quando falamos de cultura do estupro, reclamamos do patriarcado ou exigimos mais representatividade não estamos fazendo um ataque pessoal, apenas comentando sobre um quadro que é reflexo da realidade. “Ah, mas vocês generalizam, nem todos os homens são do jeito que vocês falam”. Nós sabemos disso, mas não estamos preocupadas com as exceções. O que nos assusta é a maioria esmagadora. Não dá pra brincar de roleta russa e esperar que você seja diferente. Prove que você merece confiança. Simples assim.

Por fim, uma dica que parece simples, mas que costuma ser ignorada: Pratique o que o feminismo dissemina. É muito fácil pagar de feministão no Facebook para conseguir a atenção de meninas feministas. Sério. Super simples. O que é realmente complicado é abrir a boca para criticar seus amigos quando eles fazem piadas machistas, quando mandam nudes vazadas para grupos no Whatsapp ou quando tratam as namoradas de uma forma grosseira. É a hora de colocar em prática o que você ouve.

Invés de utilizar as ideologias para silenciar outras garotas e “ensiná-las” como militar, é muito mais eficiente educar seus amigos machistas. Acredite. O planeta inteirinho agradece.