Minhas metas para 2018

dias melhores virão

“Dias melhores virão”

Eu sou A Doida das Listas. Com letras maiúsculas e bastante destaque porque é um título que carrego com orgulho e que faço por merecer: faço listas em todas as situações possíveis (e nas impossíveis também). Por isso, não deve ser surpresa pra ninguém que eu adoro uma boa listinha de metas de ano novo. Sou fissurada por essa tradição e, como boa virginiana, adoro ir riscando cada um dos itens.

Há uns anos, abandonei a mania de utilizar esse tipo de lista como uma enumeração de sonhos mirabolantes e passei a focar bem mais em objetivos concretos. Até agora, tem dado bastante certo. Das minhas metas do ano passado, só duas ficaram faltando e estou disposta a tirar o tempo perdido e completá-las agora.

Por isso (e para aumentar a humilhação, caso eu não a cumpra), resolvi compartilhar a lista deste ano por aqui.

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Um brinde à intensidade de 2017

Sem dúvidas, 2017 foi um dos anos mais intensos da minha vida. Passei a primeira semana dele no hospital e até achei que isso era um sinal mirabolante de que as coisas não dariam muito certo ao longo dos dias seguintes, mas, no fim das contas, sinto que aprendi muito e que me permiti crescer e amadurecer como nunca.

Fiz vinte anos e senti todas as emoções doidas da vida adulta, como viajar sozinha, fazer minha primeira e tão sonhada tatuagem, passar o ano inteirinho sem morar com ninguém e noivar (!!!). Escrevi dois artigos, apresentei um deles em uma cidade distante e redescobri meu amor pela vida acadêmica.

Voltei para a terapia e mergulhei em mim mesma, descobrindo que essa é a melhor viagem que você pode fazer. Depois de mais de dez anos, passei 365 dias sem escovar meu cabelo e entendi que isso é muito mais que uma simples questão de estética, tem a ver com identidade, pertencimento e amor próprio.

Trabalhei muito e percebi que essa rotina louca pode ser tanto cansativa quanto libertadora e, normalmente, é os dois ao mesmo tempo. Comecei a criar uma planta, vi meu irmão se formar no Ensino Médio e fiz novas amizades. Fui mais honesta comigo mesma e me permiti.

Escrevi e li bastante e voltei a me conectar com esse lado que eu tinha abandonado, mas que amo tanto. Comecei a me organizar melhor financeiramente e tenho me interessado bastante por tudo relacionado a essa área. Entendi mais sobre mim e adquiri uma visão totalmente nova sobre o mundo ao meu redor.

No meio dos altos e baixos, mantive sempre perto as pessoas que fazem tudo valer a pena. Cresci muito e me sinto cada vez mais conectada com uma versão mais real de mim. Foi um ano louco, transformador e assustadoramente intenso, com uma importância gigantesca.

Que 2018 seja ainda mais cheio de intensidades.

Um brinde a tudo que passou e às experiências que estão por vir.

Feliz ano novo (e feliz 3 anos de Desfabuloso Destino)!

Você não é a mãe do seu namorado #42

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É isso. Você não é a mãe do seu namorado. Nem do seu marido, nem do seu rolinho, nem do seu crush, nem de seja lá como você chame a pessoa com quem você está se relacionando. Esse é o tipo de coisa que parece óbvia demais, mas que nós costumamos esquecer. Você não é obrigada a lembrá-lo de pagar os boletos, de estudar pras provas ou de ir ao médico. É claro que você pode fazer isso (e é gentil que faça), mas não é sua obrigação.

Você não é responsável pelo sucesso profissional dele e não merece ter que entrar na milésima discussão sobre como ele está deixando o tempo passar, sem buscar algo melhor. Você sabe que ele já ouviu esse discurso um milhão de vezes e não é sua obrigação repeti-lo até que ele aceite. Simplesmente não vai acontecer tão fácil assim.

Estar em um relacionamento significa, de muitas formas, dividir. Dividir responsabilidades, tarefas, fardos. Isso quer dizer que não é seu papel carregar tudo sozinha por achar que a pessoa com quem você está não faria isso da forma correta. Uma hora ou outra ele vai ter que aprender. Caso contrário, você vai estar permanentemente exausta.

Já cansei de ouvir amigas reclamando sobre como têm que puxar o pé do namorado para as coisas mais simples. Veja bem, não há nada de errado com assumir essa posição, mas você não acha que é meio cansativo ter que manter permanentemente esse senso de responsabilidade? É um trabalho árduo e que nunca terá um fim, a menos que você determine onde colocará o ponto final.

É meio automático deduzir que os homens não vão saber se cuidar sozinhos. “Ele viveu sempre na barra da saia da mãe”, “ele nunca aprendeu a se virar”, “se eu não fizer, ele vai fazer de qualquer jeito”. Às vezes, o qualquer jeito é o primeiro passo do caminho até o jeito certo. Ou até o jeito que ele conseguirá fazer em um ritmo próprio, pelo menos.

Dar à pessoa com quem você está o espaço para crescer é bom para as duas partes. Ninguém sai perdendo. Ninguém precisa entrar em discussões sem sentido, com gritos e batidas de porta. É bem mais produtivo segurar a mão dele nessa caminhada, que carregá-lo nos ombros.

Você não é mãe dele. E não há nada de errado com isso.

TOP 3: Livros nacionais no Kindle Unlimited #41

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Conheça meu novo amor. ❤

Como já mencionei por aqui, ganhei um Kindle de presente de aniversário adiantado. Ainda quero usar mais um pouquinho antes de fazer uma resenha específica, mas já descobri um dos maiores (e melhores) diferenciais dele: o Kindle Unlimited, conhecido como a Netflix de livros da Amazon.

Basicamente é um serviço de streaming como tantos outros que vemos por aí, que nos permite ter acesso a um número gigantesco de e-books por meio do pagamento de R$ 19,90 mensais. É a assinatura mais barata de todas? Com certeza não. Mas se você der uma olhada no valor dos e-books, acaba valendo bastante a pena.

Além de toda a facilidade que a plataforma traz, existe outra característica que fez com que eu me apaixonasse. Por meio dela, muitos autores independentes (inclusive brasileiros) acabam publicando seus livros. Ou seja, tem livro que sequer existe de forma física.

Assim, por um valor até mais ou menos, consigo conhecer um monte de escritores que eu dificilmente conheceria de outra forma. Para ilustrar quão maravilhoso isso é, resolvi falar sobre três livros que li recentemente e que provam meu ponto. Por coincidência, todos outra coisa em comum: a presença de personagens LGBT.

Então temos um combo: livros por um preço barato + valorizar autores nacionais + representatividade. O que mais você pode querer?

P.S.: Dá pra ler todos esses livros mesmo se você não tiver o Kindle Unlimited porque estão a venda na loja da Amazon.

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6 razões para ler “Quinze Dias”, do Vitor Martins #40

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Promessa feita é promessa cumprida. Como mencionei no post de Atualização Mensal, Quinze Dias foi um livro tão especial que eu precisava de uma postagem inteirinha para falar sobre ele. Pensei em fazer uma resenha, em separar umas citações maravilhosas, em contar sobre como esses personagens me tocaram de uma forma única, mas decidi que era tanto amor que nada melhor que uma lista para deixar isso bem detalhado.

Para te familiarizar com a história, vamos por partes: o Vitor Martins é um booktuber maravilhoso que tem um canal que você precisa conhecer agora. Entre todas as coisas sensacionais que faz (como desenhar lindamente), ele arranjou tempo para escrever esse livro sobre o Felipe, um garoto adolescente e gordo que tem muitas questões em relação ao seu corpo e que não está nem um pouco preparado para passar parte das férias dividindo o quarto com seu vizinho (e crush eterno) Caio.

Preciso de algo mais para te convencer? Senta que lá vem história.

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A maior feminista revoltada que você respeita #39

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Durante boa parte da minha adolescência, eu abracei o título de feminista revoltada. Eu era a pessoa que brigava com todo mundo e que se sentia na obrigação de apontar o dedo para cada ato, fala ou pensamento sexista que aparecia por aí. Que tipo de pessoa eu seria se deixasse esse machismo passar? Eu seria só mais uma no meio deles, mais uma arma do patriarcado.

Alguns anos se passaram e eu ainda brigo por causa disso. Bastante. A única diferença é que eu sei em que tipo de discussão vale a pena entrar. De vez em quando, eu me dou o direito de aumentar o volume do fone de ouvido e ignorar os comentários alheios. Me permito respirar fundo e focar em outra coisa, fingindo que a pessoa que falou uma bobagem daquele tamanho não está ali.

Isso não foi uma coisa planejada. Não foi uma resposta aos esforços da minha mãe para que eu não me envolvesse em tanta confusão. Foi só algo que aconteceu naturalmente. Agora eu sei quando vale a pena fazer um textão e quando é muito melhor desfazer amizade ou, simplesmente, continuar rolando a página.

Por muito tempo, afirmei que os deboístas eram só cúmplices nesse processo todo de opressão que fingiam não estar vendo as coisas só para ficarem alheios aos acontecimentos. Hoje, entendo que não perco nenhuma estrelinha na minha carteira de ativista por entender que existem pessoas que não estão dispostas a dialogar e que só querem mais argumentos para atacar os movimentos sociais.

Não sou da política de atingir igualdade com apresentação em PowerPoint, mas gosto de lembrar a mim mesma que não sou obrigada. Eu vou continuar gritando, brigando e reclamando tantas vezes quanto eu achar necessário, mas vou me permitir dar um passo para trás e lembrar que me manter sã também é importante.

Como uma cena de Dear White People aponta maravilhosamente: As vezes, ficar de boas também é um ato revolucionário.

Atualização Mensal: As leituras de Agosto #36

atualização mensal de agosto

Um desenho fofinho pra me redimir pelo sumiço. Não, eu não sei desenhar mãos.

Acredito que nós podemos simplesmente fingir que não sumi nas últimas semanas e seguir em frente, né? Ótimo.

Agosto foi um mês maravilhoso no quesito de leituras. Além de ter cumprido a minha meta de cinco leituras mensais, li um monte de coisa diferente e maravilhosa. Para você ter noção, alguns dos livros que conheci esse mês já entraram para a lista de melhores do ano, então, mesmo já estando quase na metade de Setembro, eu não poderia deixar de fazer esse post.

Vou deixar apenas três livros de fora hoje: Três coroas negras e O ódio que você semeia (que já foram resenhados aqui) e Quinze dias (que amei tanto que farei uma postagem só pra falar dele).

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